Quem vê uma mesa radiónica pela primeira vez costuma ficar a olhar mais tempo do que esperava: um grande gráfico circular, cheio de símbolos, números e sectores coloridos, e no centro alguém com um pêndulo na mão, em silêncio, a observar para onde ele se move.
É das terapias energéticas mais procuradas em Portugal e, ao mesmo tempo, das menos explicadas. Este artigo conta o que é, como decorre uma sessão por dentro, de onde vem, e o que perguntar antes de marcar.
O que é uma mesa radiónica
A mesa radiónica é um instrumento de trabalho energético: um gráfico, impresso em tecido, papel ou madeira, dividido em zonas, cada uma com um tema, um símbolo ou uma função. Quem pratica trabalha sobre esse gráfico com um pêndulo, e por vezes com cristais, cartões escritos ou outros gráficos mais pequenos.
A ideia de base, segundo quem pratica, é que cada pessoa tem um campo de energia, e que o pêndulo e o gráfico ajudam a ler esse campo e a trabalhar sobre ele. A mesa é a ferramenta; a sessão é o trabalho que se faz com ela.
Há vários sistemas de mesas, criados por diferentes escolas, com desenhos e símbolos próprios. Por isso, duas mesas radiónicas podem parecer bastante diferentes, e quem pratica costuma ter feito formação num sistema em particular.
Mesa radiónica e radiestesia: qual é a diferença?
As duas usam o pêndulo, e é comum o mesmo terapeuta praticar as duas.
- A radiestesia é a arte de usar o pêndulo, ou varetas, para leituras: o pêndulo responde a perguntas, ou percorre gráficos simples, e quem pratica interpreta os movimentos. Pode ser aplicada à pessoa ou a espaços, como uma casa.
- A mesa radiónica é um sistema completo construído a partir daí: um gráfico grande e estruturado, com vários sectores, onde se faz não só a leitura, mas também o trabalho energético propriamente dito.
Uma forma simples de ver: a radiestesia é a linguagem, a mesa radiónica é um método inteiro escrito nessa linguagem.
Como decorre uma sessão
A conversa. A sessão começa quase sempre por uma conversa: o que traz a pessoa, o tema que quer trabalhar, o que espera. É aqui que se define a intenção da sessão, e quem pratica costuma escrevê-la.
A identificação. Para o trabalho à distância, pede-se normalmente o nome completo, a data de nascimento e, por vezes, uma fotografia. Na lógica da prática, servem para "ligar" a sessão à pessoa.
O trabalho com o pêndulo. Quem pratica coloca o nome, a fotografia ou o pedido escrito sobre a mesa e vai percorrendo os sectores com o pêndulo, observando os movimentos. A partir daí, escolhe o que trabalhar e com que elementos. Esta fase pode durar de vinte minutos a mais de uma hora e decorre, muitas vezes, em silêncio.
O fecho. No fim, quem pratica partilha o que observou, por conversa, por mensagem ou num resumo escrito, e às vezes sugere quantas sessões fazem sentido.
E a pessoa, o que faz? Em sessão presencial, fica sentada, de olhos abertos ou fechados, sem que ninguém lhe toque. À distância, muitas vezes não faz nada de especial durante a sessão: há quem fique em casa, a descansar, à hora marcada.
Presencial ou à distância?
É uma das poucas terapias em que a sessão à distância é a norma e não a excepção. Como o trabalho é feito sobre a mesa e não no corpo, muita gente marca à distância desde a primeira vez, e há terapeutas que só trabalham assim.
A sessão presencial tem outra vantagem: assistir. Para quem tem curiosidade sobre como funciona, ver a mesa, o pêndulo e o processo ao vivo é muitas vezes a melhor forma de começar.
De onde vem a radiónica
A palavra "radiónica" tem mais de cem anos. A partir de 1909, nos Estados Unidos, o médico Albert Abrams defendeu que as doenças emitiam "vibrações" que se podiam medir com aparelhos que ele próprio construiu. A ideia foi muito contestada na época, e uma investigação da revista Scientific American, em 1924, concluiu que os aparelhos não faziam o que prometiam.
A prática não desapareceu: foi desenvolvida em Inglaterra nos anos 1950 e 1960, nomeadamente pelo engenheiro George de la Warr, em Oxford, e mais tarde ganhou forma de gráficos e mesas, que dispensam os aparelhos e usam o pêndulo. A mesa radiónica, tal como hoje se pratica em Portugal, é uma evolução mais recente, com sistemas e cursos próprios de várias escolas.
Fica dito com clareza: revisões sistemáticas não encontraram na radiónica efeitos para além do placebo. Quem a procura procura sobretudo um momento de reflexão, de cuidado e de olhar para um tema com outra perspectiva, e é assim que deve ser vista. Não substitui acompanhamento médico nem psicológico.
Quanto custa
Na Curas, uma sessão de mesa radiónica costuma custar entre 35 € e 80 €, quase sempre por cerca de uma hora. O preço reflecte a preparação: a conversa inicial, o trabalho na mesa e, muitas vezes, um resumo escrito. Comparamos com outras terapias no artigo sobre quanto custa uma sessão de terapias holísticas.
O que perguntar antes de marcar
- Que sistema de mesa usa, e onde se formou.
- Como é a sessão: presencial, à distância, ou as duas.
- O que recebes no fim: só uma conversa, uma mensagem, ou um resumo escrito.
- Quantas sessões costuma propor, e porquê. Desconfia de pacotes longos vendidos logo na primeira conversa.
- Se promete resultados. Quem trabalha bem fala do que a sessão é, não do que vai resolver.
Na Curas
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A minha história e o meu propósito Sou João Rodrigues, Terapeuta Complementar e Hipnoterapeuta, dedicado ao desenvolvimento pessoal, ao equilíbrio energético e ao bem-estar de quem me procura. Ao longo de mais de uma d…
Perguntas frequentes
É assim que a maioria das sessões é feita. Como o trabalho é feito sobre o gráfico, com o pêndulo, a pessoa não precisa de estar na sala.
Normalmente cerca de uma hora, incluindo a conversa inicial. O trabalho na mesa pode ser mais curto ou mais longo, consoante o tema.
A radiestesia é o uso do pêndulo para leituras; a mesa radiónica é um sistema completo, com um gráfico estruturado, onde se faz a leitura e o trabalho energético.
Não. A maioria das pessoas vai por curiosidade. O que ajuda é ires com abertura e dizeres com franqueza o que esperas.
Não. É uma prática complementar e nunca substitui acompanhamento médico ou psicológico.
Fontes
As terapias holísticas e integrativas complementam e não substituem o acompanhamento médico.




