Durante séculos, houve quem procurasse água debaixo da terra com um ramo de árvore em forma de forquilha nas mãos, a caminhar devagar até o ramo dar um esticão. A radiestesia é a herdeira moderna dessa prática, com o pêndulo no lugar do ramo, e hoje é usada sobretudo para olhar para a pessoa e para os espaços onde vive.
Este artigo explica o que é, de onde vem, como se trabalha com o pêndulo, como decorre uma sessão e o que perguntar antes de marcar.
O que é a radiestesia
A palavra é recente: foi criada em França em 1926 pelo abade Alexis Bouly, pároco de Hardelot, a partir do latim radius, raio, e do grego aisthêsis, sensibilidade. Quer dizer, literalmente, "sensibilidade às radiações".
A ideia, segundo quem pratica, é que pessoas, objectos e lugares emitem uma espécie de vibração, e que um instrumento simples, segurado nas mãos, amplifica pequenos movimentos que permitem "ler" essa vibração. O instrumento mais usado hoje é o pêndulo.
De onde vem
A prática é muito mais antiga do que o nome. Em 1556, o tratado de mineração De Re Metallica, de Georgius Agricola, já descrevia mineiros a procurar veios de metal com ramos em forquilha. Durante séculos, a mesma técnica foi usada para procurar água, e ainda hoje há quem a use para isso no campo.
No século XX, sobretudo em França, vários padres-investigadores, como os abades Bouly e Mermet, levaram a prática do ramo para o pêndulo e alargaram-na: já não se procurava só água ou metal, mas também se faziam leituras sobre pessoas e espaços. É dessa linhagem que vem a radiestesia que hoje se pratica em Portugal.
Os instrumentos
O pêndulo. Um peso pequeno, de metal, madeira ou cristal, suspenso numa corrente ou num fio. Quem pratica segura-o entre os dedos, mantém o braço imóvel, e observa o movimento: se oscila para a frente e para trás, para os lados, ou em círculo, e em que sentido. Antes de começar, define-se o que cada movimento significa, por exemplo "sim" e "não".
As varetas. Duas hastes de metal em forma de L, uma em cada mão, que se cruzam ou se afastam. São mais usadas no trabalho em espaços, ao caminhar por uma casa ou por um terreno.
Os gráficos. Folhas com escalas, setas, percentagens ou listas, sobre as quais o pêndulo é posto a oscilar para escolher uma resposta. É daqui que nasce a mesa radiónica, um gráfico grande e estruturado onde, além da leitura, se faz trabalho energético.
Como decorre uma sessão
Uma sessão à pessoa
Começa por uma conversa sobre o tema que a pessoa quer olhar. Depois, quem pratica trabalha com o pêndulo, muitas vezes sobre gráficos, fazendo perguntas e anotando as respostas. Em sessão presencial, a pessoa fica sentada à frente, sem que ninguém lhe toque. À distância, o trabalho faz-se com o nome e a data de nascimento.
No fim, há uma conversa sobre o que foi observado. É comum a radiestesia ser combinada com outras práticas, como o reiki ou a mesa radiónica, na mesma sessão.
Uma sessão à casa
É uma das aplicações mais procuradas. Quem pratica percorre a casa, ou trabalha sobre a planta, com o pêndulo ou as varetas, e identifica zonas que, na leitura da radiestesia, têm "energia" mais carregada ou mais leve, por exemplo o sítio onde está a cama ou a secretária. No fim, sugere mudanças, muitas vezes simples, como mudar um móvel de lugar.
Quando inclui deslocação e a visita a uma casa inteira, a sessão é mais longa e mais cara do que uma sessão individual.
O que diz a ciência
Fica dito com honestidade: em testes controlados, a radiestesia aplicada à procura de água ou de objectos não teve resultados melhores do que o acaso. O movimento do pêndulo é explicado pelo chamado efeito ideomotor, pequenos movimentos musculares inconscientes de quem o segura.
Quem procura uma sessão de radiestesia procura, sobretudo, um momento para olhar para um tema da sua vida ou da sua casa com outra perspectiva. É assim que deve ser vista: não substitui acompanhamento médico, nem uma avaliação técnica a uma casa, como humidade ou instalação eléctrica.
Quanto custa
Na Curas, uma sessão de radiestesia costuma custar entre 25 € e 110 €. É o intervalo mais largo das terapias que acompanhamos, e a razão é simples: uma sessão curta à distância e a visita a uma casa inteira são trabalhos muito diferentes. Comparamos com outras terapias no artigo sobre quanto custa uma sessão de terapias holísticas.
O que perguntar antes de marcar
- É uma sessão à pessoa, à casa, ou as duas?
- É presencial ou à distância? Se for à casa, há deslocação incluída?
- O que recebes no fim: conversa, relatório escrito, planta anotada.
- Onde se formou e há quanto tempo pratica.
- Se promete resultados. Quem trabalha bem fala do que vai observar, não do que vai resolver.
Na Curas
Terapeutas na Curas
Thaís Macedo
NovoReiki Usui · Reflexologia Podal
LisboaPT
Sou Thaís Macedo, Terapeuta Holística, dedicada ao cuidado integral e ao bem-estar físico, emocional e energético. Meu trabalho é realizado com acolhimento, escuta e respeito à individualidade de cada pessoa. Atuo com Re…
Bruno Antunes
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Sou massagista e trabalho essencialmente com a Terapia Miofascial, uma abordagem direcionada ao sistema fascial e aos tecidos que envolvem e conectam as diferentes estruturas do corpo. Através de técnicas manuais específ…
Daniela Dinis
NovoAromaterapia
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Acompanho mães que precisam de ajudar os seus filhos.
Perguntas frequentes
É o uso de instrumentos simples, sobretudo o pêndulo, para fazer leituras sobre pessoas, objectos ou espaços. A palavra foi criada em França em 1926.
A radiestesia é o uso do pêndulo para leituras. A mesa radiónica é um sistema completo, com um gráfico grande e estruturado, onde se faz a leitura e o trabalho energético.
Sim, muitas sessões à pessoa são feitas à distância, com o nome e a data de nascimento. O trabalho à casa pode ser feito no local ou sobre a planta.
Sim. Há cursos de radiestesia de vários níveis, e muitas pessoas aprendem a usar o pêndulo para si.
Não. É uma prática complementar e nunca substitui acompanhamento médico.
Fontes
As terapias holísticas e integrativas complementam e não substituem o acompanhamento médico.




